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TINHA EU,13,14 ANOS QUANDO LI ESTA

POESIA PELA PRIMEIRA VEZ.

E SEMPRE ME VEM A CABEÇA QUANDO VEJO

PESSOAS QUERENDO ESCARAFUNCHAR MUITO,

AS COISAS,AS AMIZADES,OS AMORES.

ADVERTIDA POR ESTA POESIA,CALEJADA

PELA PRÓPRIA VIDA,CADA VEZ MAIS SINTO

A VERDADE DESTE POEMA.

E VEJO COMO PESSOAS SE TORNAM

INFELIZES, POR BUSCAR O PORQUE DE TUDO,

E DE TODOS.

ESQUECENDO QUE AS VEZES,

UM POEMA É SÓ PRÁ RIR,UMA FLOR,

É APENAS PARA O VASINHO SERVIR

DE DEPOSITO DE BOMBOM NA CABECEIRA,

UM EU TE AMO,É APENAS UMA DECLARAÇÃO

DE AMOR,E NÃO PARA SE PERGUNTAR,

SERÁ MESMO?TEM CERTEZA?

SE O QUE VEMOS,NOS FAZ FELIZ...

ACEITEMOS COMO É...E SORRIA!

NADA MAIS IMPORTA.

SE NOS FAZ FELIZ!

 

A mosca azul

 

Era uma mosca azul, asas de ouro e granada,
Filha da China ou do Indostão,
Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada,
Em certa noite de verão.

E zumbia, e voava, e voava, e zumbia,
Refulgindo ao clarão do sol
E da lua, - melhor do que refulgiria
Um brilhante do Grão-Mogol.

Um poleá que a viu, espantado e tristonho,
Uma poleá lhe perguntou:
"Mosca, esse refulgir, que mais parece um sonho,
Dize, quem foi que to ensinou?"

Então ela, voando, e revoando, disse:
- "Eu sou a vida, eu sou a flor
"Das graças, o padrão da eterna meninice,
"E mais a glória, e mais o amor."

E ele deixou-se estar a contemplá-la, mudo,
E tranqüilo, como um faquir,
Como alguém que ficou deslembrado de tudo,
Sem comparar, nem refletir.

Entre as asas do inseto, a voltear no espaço,
Uma cousa lhe pareceu
Que surdia, com todo o resplendor de um paço
E viu um rosto, que era o seu.

Era ele, era um rei, o rei de Cachemira,
Que tinha sobre o colo nu,
Um imenso colar de opala, e uma safira
Tirada ao corpo de Vichnu. 

Cem mulheres em flor, cem nairas superfinas,
Aos pés dele, no liso chão,
Espreguiçam sorrindo, as suas graças finas,
E todo o amor que têm lhe dão.

Mudos, graves, de pé, cem etíopes feios,
Com grandes leques de avestruz,
Refrescam-lhes de manso os aromados seios,
Voluptuosamente nus.

Vinha a glória depois; - quatorze reis vencidos,
E enfim as páreas triunfais
De trezentas nações, e o parabéns unidos
Das coroas ocidentais.

Mas o melhor de tudo é que no rosto aberto
Das mulheres e dos varões,
Como em água que deixa o fundo descoberto,
Via limpo os corações.

Então ele, estendendo a mão calosa e tosca,
Afeita a só carpintejar,
Como um gesto pegou na fulgurante mosca,
Curioso de a examinar.

Quis vê-la, quis saber a causa do mistério.
E, fechando-a na mão, sorriu
De contente, ao pensar que ali tinha um império,
E para casa se partiu.

Alvoroçado chega, examina, e parece
Que se houve nessa ocupação
Miudamente, como um homem que quisesse
Dissecar a sua ilusão.

Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela,
Rota, baça, nojenta, vil,
Sucumbiu; e com isto esvaiu-se-lhe aquela
Visão fantástica e sutil.

Hoje, quando ele aí vai, de áloe e cardamomo
Na cabeça, com ar taful,
Dizem que ensandeceu, e que não sabe como
Perdeu a sua mosca azul. 

(Ocidentais, in Poesias completas, 1901.)



- Postado por: ESPERANZA às 10h47


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Ela

Ela pode ser o rosto que eu não consigo esquecer
O caminho para o prazer ou para o desgosto
Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela pode ser a música de verão
Pode ser o frio que o outono traz
Pode ser cem coisas diferentes
Em um dia
Ela pode ser a bela ou a fera
Pode ser a fome ou a abundância
Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno
Ela pode ser o espelho de todos os meus sonhos
Um sorriso refletido em um rio
Ela pode não ser o que ela parece
Dentro dela mesma
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
De quem os olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram
Ela pode ser o amor, que não espera que dure.
Pode vir a mim das sombras do passado.
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte
Ela pode ser a razão pela qual eu vivo
O porquê e pelo que eu estou vivendo
A pessoa que cuidarei nos tempos e nas horas mais difícieis
Eu irei levar as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas lembranças
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela
Ela... oh, ela



- Postado por: ESPERANZA às 17h58


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Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,

E que nele posso navegar sem rumo,

Não respondas

Às urgentes perguntas

Que te fiz.

Deixa-me ser feliz

Assim,

Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.

Só soubemos sofrer, enquanto

O nosso amor  

Durou.

Mas o tempo passou,

Há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.

Ouvir de novo a tua voz seria

Matar a sede com água salgada.

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,

E que nele posso navegar sem rumo,

Não respondas

Às urgentes perguntas

Que te fiz.

Deixa-me ser feliz

Assim,

Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.

Só soubemos sofrer, enquanto

O nosso amor

Durou.

Mas o tempo passou,

Há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.

Ouvir de novo a tua voz seria

Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga


- Postado por: ESPERANZA às 22h38


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POR UNS TEMPOS ,ME SENTI ASSIM.
 
CARREGANDO O MUNDO NAS COSTAS.
 
E CONFESSO QUE,MESMO PESADO
 
EU ESTAVA GOSTANDO,POIS ELE ERA LINDO.
 
MAS FAZER ISSO O TEMPO TODO,
 
MESMO QUANDO VOCÊ ACEITOU FAZER,
 
NÃO É FÁCIL,UMA HORA VOCÊ CANSA.
 
E FOI O QUE ACONTECEU.
 
TENTEI LEVAR POR UNS TEMPOS ASSIM MESMO,
 
MAS NÃO DEU,DOÍA DEMAIS,PASSEI A
 
NÃO SENTIR,VER,NADA DO QUE SE
 
PASSAVA A MINHA VOLTA.
 
ENTÃO RESOLVI ME LIVRAR DESTE FARDO.
 
E NA MINHA INEXPERIÊNCIA,E POR
 
GOSTAR DEMAIS DELE COLOQUEI
 
O FARDO À MINHA FRENTE,
 
NA ESPERANÇA DE NÃO O PERDER DE
 
VISTA,E QUEM SABE ,QUANDO DESCANSAR
 
UM  POUCO ,COLOCÁ-LO DE NOVO ÀS COSTAS.
 
MAS AÍ EU NÃO CONSEGUIA IR EM FRENTE.
 
FIQUEI EMPERRADA NO MESMO LUGAR.
 
MEUS HORIZONTES SUMIRAM E EU FIQUEI
 
MAIS UMA VEZ SEM SABER  AONDE IR,
 
COMO CHEGAR A ALGUM LUGAR,E MAIS INFELIZ FIQUEI.
 
DEPOIS DE MUITO PENSAR.
 
DEPOIS  DE TENTAR COLOCAR NUM PAPEL
 
TODO O BALANÇO DO QUE ESTAVA ACONTECENDO.
 
MESMO ANTES DE TERMINAR ESTE BALANÇO EU DESCOBRI.
 
DESCOBRI O CAMINHO  A SEGUIR.
 
DEIXEI DE ESCREVER,COLOQUEI O FARDO ÀS COSTAS
 
MAIS UMA VEZ E O ARREMESSEI COM TODAS
 
AS MINHAS FORÇAS RESTANTES,
 
PARA TRAS DE MIM.
 
ASSIM MESMO MUITO CANSADA,ESTENUADA DIRIA EU,
 
COM MUITAS DORES NAS COSTAS E NO CORPO TODO,
 
ESTOU EU ERETA MAIS UMA VEZ,MAS COM TODO
 
MEU HORIZONTE A MINHA FRENTE,PODENDO
 
EU SEGUIR PARA QUALQUER LADO QUE EU QUEIRA.
 
SEM PESOS,SEM CANSEIRAS,LIVRE ENFIM.
 
E AGORA COM MAIS EXPERIÊNCIA,POR MAIS QUE
 
EU ENCONTRE MUNDOS LINDOS E COLORIDOS,
 
SABEREI QUE POSSO DESFRUTAR DESTE MUNDO,
 
SEM O COLOCAR NAS COSTAS.
 
ASSIM QUANDO EU QUISER IR EMBORA,
 
JA NÃO MAIS CARREGAREI FARDOS NEM
 
NAS COSTAS,NEM COM A BARRIGA.
 
ELE FICARÁ PARA TRÁS,LINDO COMO SEMPRE,
 
MAS PRÁ TRÁS.
 
E EU SEGUIREI...MAIS FELIZ ,COMO DEVE SER!
 


- Postado por: ESPERANZA às 06h24


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